Ankündigung

Einklappen
Keine Ankündigung bisher.

EUA parecem estar se virando CONTRA O BRASIL!!!

Einklappen
X
 
  • Filter
  • Zeit
  • Anzeigen
Alles löschen
neue Beiträge

  • #41
    Re: Flor

    Zitat von Flor
    Não li esse livro ainda, mas já ouvi falar muito e muito nele.
    Não sei se é loucura da minha cabeça, mas convenhamos, não vou dizer muito, não é difícil destruir boa parte dos EUA... Olha, isso é o que observo. Armas pode voltar contra si mesmo...
    Não sou ninguém nesse mundo...Acho que o mundo seria bem pior na mao dos árabes, e eles conquistam tudo de modo sutil, e, eles afirmaram que em 20 anos irão conquistar a Alemanha.
    O sutil é perigoso.
    Quanto a isso, prefiro os americanos...
    Um filme pode nao dizer toda verdade, as vezes, para causar polêmica apela-se para o exagero...
    E segundo a Biblía é claro o sofrimento de Cristo.
    :roll: :roll: :roll:
    Nem vale ler os livros do Michael Moore. Eu os acho meio sem graça, o cara se repete mil vezes, ele não tem um estilo bom, é íngênuo demais e muito oportunista... sinceramente, não entendo porque quase todo o mundo o chamado de satirista. Já os livros do Al Franken ("Lies and the Lying Liars who tell them") são bem melhores.

    Kommentar


    • #42
      do colunista Arnaldo Jabor

      Bush tem mil e uma utilidades
      Bush também tem seu lado bom: ele tem mil e uma utilidades.
      Bush é bom porque nos mostra a hipocrisia que se ocultava sob o marketing da globalização democrática.
      Bush nos ensina que os sistemas políticos são mais lentos que as mudanças na vida social e econômica.
      Bush nos mostra a necessidade de reformarmos a sociedade civil; ficou claro que a democracia é abstrata diante da truculência invencível das coisas.
      Bush nos lembra que as coisas têm desejos próprios. As bombas querem explodir, os canhões querem atirar. Um orçamento de 500 bilhões de dólares almeja ser usado ... http://www.estadao.com.br/ecolunista...abor040525.htm

      Kommentar


      • #43
        :roll:
        Ich bin glucklich!

        Kommentar


        • #44
          na minha opinião o 'figura' merecia puxões de orelhas...e muuuuito mais!

          http://www.lacosaweb.com/chistes/iraq/uncle-Bush.jpg

          Kommentar


          • #45
            Fôlha
            27/07/2004 - 10h09


            Cineasta Michael Moore ataca mídia dos EUA e elogia Brasil

            O cineasta Michael Moore afirma que a mídia americana atuou de forma "embaraçosa" e como "animadora de torcida" antes da Guerra do Iraque. "Ninguém é preso neste país por fazer perguntas. Mais de 900 jovens estão mortos pelo fato de a mídia não ter feito seu trabalho direito", disse Moore à Folha, referindo-se aos americanos mortos no Iraque.

            O diretor do documentário "Fahrenheit 9/11" (que no Brasil foi traduzido como "Fahrenheit 11 de Setembro") elogiou o fato de o governo Brasileiro não ter aceitado os "incentivos" de Bush para participar do que chama de "coalizão do mal". Ele disse não estar surpreso com a expectativa em relação a seu filme no Brasil, onde deve estrear nesta sexta-feira.

            Na quarta-feira, a produção, que faz duras críticas ao presidente americano, será exibida por Moore num estádio de Crawford (Texas), onde Bush tem um rancho. O cineasta convidou o presidente para o evento - a Casa Branca não se manifestou.

            Neste final de semana, "Fahrenheit 11 de Setembro" ultrapassou US$ 100 milhões nas bilheterias dos EUA, estabelecendo um novo recorde para documentários --o anterior era de "Tiros em Columbine", também de Moore.

            "Fico feliz com isso, pois a mensagem de meu filme é tirar as pessoas do sofá. Cansamos de dizer que os EUA são um país dividido ao meio entre democratas e republicanos. Mas há outros 50% que nem sequer votam", disse à Folha enquanto circulava pelo FleetCenter, onde começou ontem a convenção do Partido Democrata. Leia a seguir a sua entrevista.

            Folha de S.Paulo - O sr. ficou surpreso com a expectativa em relação a seu filme no Brasil?

            Michael Moore - Não, pois acredito que as pessoas no Brasil e em vários outros países do mundo gostem dos EUA e estejam completamente surpresas com o que está acontecendo aqui. Creio que os brasileiros queiram acreditar que os americanos venham a se levantar pelo que é certo e justo e a tirar Bush da Casa Branca.

            Meu filme é um exemplo de um americano, eu próprio, que tenta fazer as perguntas na hora certa, cobra as provas e tem certeza de que somos bons cidadãos neste planeta. As pessoas no Brasil precisam saber de uma coisa: a boa notícia é que não é apenas um americano que se sente dessa maneira. São milhões.

            Eu sou apenas o cara sortudo com a câmera que consegue colocar seus filmes na tela grande. O fato de que as bilheterias superaram os US$ 100 milhões neste final de semana, de que estamos ao lado de um grupo reduzido de filmes neste ano, "Shrek" e "Harry Potter" [risos], significa que milhões e milhões de americanos concordam comigo.

            E quero que as pessoas do mundo inteiro saibam uma coisa sobre os americanos: nós vamos fazer o trabalho que precisa ser feito. Vamos tirar esse sujeito da Casa Branca para que os EUA voltem a ser um bom "cidadão".

            Folha de S.Paulo - John Kerry será muito diferente de Bush?

            Moore - Completamente. Acho que terei mais chances de tirar férias em seu governo.

            Um governo Kerry jamais invadiria um país por causa do seu petróleo ou por interesse de empresas como a Halliburton [já presidida por Dick Cheney, vice de Bush]. A não ser que exista outro país no mundo que seja um grande produtor de tomates [a mulher de Kerry, Tereza Heinz, é dona de fábricas de ketchup]...

            Folha de S.Paulo - O Brasil produz muitos tomates...

            Moore - Então é melhor vocês irem se preparando [risos].

            Folha de S.Paulo - Como o sr. viu a posição do Brasil de não apoiar a guerra?

            Moore - Fiquei orgulhoso com o fato de o Brasil ter optado por não ser um dos membros da "coalizão do mal" montada por Bush. Foi uma decisão muito corajosa, pois tenho certeza de que a Casa Branca deve ter oferecido ao Brasil muitos "incentivos" para que participasse dessa farsa. Creio que o povo americano deve um agradecimento profundo ao Brasil pelo fato de o país ter resistido a essas pressões em benefício do mundo.

            Folha de S.Paulo - Como o sr. avalia o comportamento da mídia americana antes da guerra?

            Moore - Foi um momento de grande embaraço para a nossa mídia, que atuou apenas como animadora de torcida. Isso é absolutamente chocante em um país onde você tem o direito de fazer qualquer pergunta, de criticar abertamente qualquer pessoa. Ninguém pode ser preso neste país por fazer perguntas.

            De certo modo, eu acabei me sentindo sozinho nisso tudo, me perguntando: "Onde estão meus irmãos e irmãs?".

            A maioria neste país não tem câmera, microfones ou acesso à Casa Branca. Os jornalistas que têm esses meios não fizeram as perguntas que deveriam ter sido feitas antes da guerra. Ao contrário, pregaram pequenas bandeiras em estúdios de TV, se enrolaram na bandeira americana e deram carta-branca a essa administração. Mais de 900 de nossos jovens foram mortos no Iraque como resultado do fato de a mídia americana não ter feito o seu trabalho.

            Kommentar


            • #46
              Os herdeiros de Goebbels
              por Anselmo Heidrich em 29 de junho de 2004

              Resumo: Anselmo Heidrich demonstra que em matéria de calúnia, difamação e relativismo moral, Michael Moore e o crítico de cinema Rubens Ewald Filho nada ficam a dever ao ministro da propaganda nazista, Dr. Joseph Goebbels.

              Que está na moda criticar George Walker Bush, todos nós sabemos. Ou, pelo menos, quase todos... Mas, a crítica que surge na mídia de supostos “especialistas em relações internacionais”, “especialistas em Islã” etc. vai, aos poucos, se popularizando e todos aqueles que se julgam, de alguma forma, “intelectuais” ou que trabalham com atividade que pretende ser assim rotulada, vão opinando aqui e ali, dando sua contribuição a esta cacofonia insana de afirmações sem referência na realidade ou em qualquer outro tipo de informação verificável.
              Entre as muitas críticas que se podem encontrar, o que torna praticamente inviável um apanhado geral, está a do “mundo artístico” e aqueles que vivem deste como parasitas do mundo das picuinhas. Para citar um conhecido dos cinéfilos, Rubens Ewald Filho que andou disparando impropérios com pretensão à análise fria e bem pensada. A título de crítica cinematográfica do “documentira” de Michael Moore, o crítico ataca o empenho para a reconstrução do Iraque em novas bases institucionais. Imagine o esforço do pós-guerra: constituir uma Democracia em um país com uma segmentação étnica das mais peculiares, grupos políticos ligados aos conservadores islâmicos jordanianos e sírios no “triângulo sunita”, outros movimentos políticos separatistas apoiados pelo regime dos ayatolás iranianos, bem ao seu lado, em uma das maiores economias exportadoras de petróleo do mundo. Isto sem falar na infra-estrutura que foi abalada pelas décadas de ditadura baath de Saddam Hussein[1]. Inocular o conceito e o modus operandi democrático naquelas plagas não é brinquedo não. Após tamanhas dificuldades encontradas é de se esperar que críticos de ocasião, entusiasmados com as notícias negativas (redundância?) que nossa “imparcial mídia” filtra, venham destilar suas “análises bem contemporizadas”. Que qualquer crítico cretino que não tenha substrato intelectual algum dê sua pitadinha ao posar de “especialista em geopolítica”, sendo um sociólogo que leu dois ou três livros sobre o assunto, notadamente de literatura socialista reciclada como Noam Chomsky, Eric Hobsbawm ou Eduardo Galeano, já é de se esperar. Mas, um crítico de cinema habituado a detalhes das silhuetas dos atores, bem como fofoquinhas do mainstream da crítica cinematográfica venha dar uma de intelectual engajado e que busca, em vão, ostentar ares de intelectualidade, é enojante.
              Em sua crítica "Farenheit 9/11" é eficiente arma de propaganda anti-Bush, Ewald Filho faz uma apologia a Michael Moore, o produtor de “documentários” dizendo que Tiros em Columbine é uma crítica à indústria armamentista americana. Mas será que é só isto, ou é uma crítica pessoal à Bush? Ou também é contra a 2a emenda da Constituição Americana[2] e, por extensão, à própria cultura americana em si? A crítica de Ewald Filho é tão confusa e sem norte quanto à própria cinematografia de Moore: não sabe para onde aponta. Mais parece uma metralhadora giratória inconseqüente. “Metralhadora giratória” pode ser uma expressão que causa apreço entre os críticos fáceis do “sistema”, na mesma medida que não propõe nada, absolutamente nada para a construção ou substituição do modelo antigo por outro
              realmente eficaz. Este é o caso do discurso socialista de adolescentes, ou seja, coisa de moleque.
              Que saudades de excelentes filmes contestatórios, mas ao mesmo tempo, profundamente reflexivos como Deliverance: dueling banjos de John Boorman de 1972. Uma verdadeira obra prima que, num só filme, discute Justiça, o direito à defesa pessoal, o choque cultural do homem urbano vs. o “matuto caipira”, o confronto do indivíduo com as forças do indomável e da natureza etc. Nesta época, o pai de Bush sequer era presidente e os EE.UU. ainda veriam um Ronald Reagan mudar a política externa do país e levar a U.R.S.S. a um estrangulamento econômico com o acirramento da competição armamentista. Antes do revival conservador dos EE.UU., as precondições culturais já se gestavam. Mas, o que chegou disto aqui no Brasil e na América Latina, em geral? Nada.
              E agora que o bom senso imperou entre os executivos da Disney que se recusaram a distribuir a porcaria de Moore, há quem acuse a empresa de não querer comprar briga com Bush. Ora! Hoje em dia a coisa mais facilmente ditada pela moda é comprar briga com Bush! Leia-se, acusa-lo sem provas. Goebbels, o ministro da propaganda nazista deixou seu legado entre os admiradores de toda crítica leviana, cínica e orientada segundo propósitos escusos por socialistas terceiro-mundistas amparados pela admiração de milhões de inocentes úteis ou idiotas úteis, como queiram.
              É hilário ver um crítico de cinema como Rubens Ewald Filho em uma inócua contribuição para a cultura mundial dizer que Bush pai e filho cometeram erros. Os do pai, a que ele deve estar se referindo, foram o de ter defendido o Kuwait, um estado livre e soberano que queria exportar petróleo a um baixo custo e divergia abertamente do Iraque de Saddam Hussein nas reuniões da Opep. Mesmo que eu não concorde com o argumento de que a preocupação primordial da política externa americana fosse a de obter petróleo a um baixo custo, partamos desta... Qual o erro aí, se tal posição ancorava-se num acordo feito entre estados livres e soberanos que não aceitavam a interferência e imposição de um terceiro? Os críticos terceiro-mundistas, na verdade ressentidos com a hegemonia cultural americana naquilo que julgam sua seara, a produção cinematográfica, não vêem é que se trata do livre-arbítrio sustentando o livre-comércio entre nações independentes e não, uma ação colonialista. Uma “ação colonialista interna” é o que se vê no Brasil, com o BNDES subsidiando filmecos esquerdistas a um custo de mais de US$ 1 bilhão por ano...[3]
              A posição iraquiana querendo impor pela força armamentista que o Kuwait se submetesse aos ditames de Saddam seria um modelo a ser seguido também no campo cinematográfico? Um exemplo é o que ocorre com a posição dessas “análises dos críticos” quanto à admiração aos terroristas como Ernesto Che Guevara na película de Walter Salles. Isto é “obra”, o cinema norte-americano e hollywoodiano, por sua vez, é “comercial”. A propósito, quanto milhões de dólares, Michael Moore já embolsou? O cineasta idiota ora diz não ser rico, ora diz ser rico, mas o fato é que seu apartamento em Manhattan vale US$ 1 milhão. Ah! As jóias do capitalismo...
              Nessa esteira subintelectual é que Rubens Ewalds Filhos ganham seu dinheirinho, com uma atividade deplorável de disseminar a desinformação e falta de conhecimento. Se for lícito dizer que os EE.UU. erraram em apoiar o Iraque outrora, contra os fanáticos ayatolás iranianos[4], o mesmo é válido em medida muito maior contra o próprio Brasil, grande exportador de armas ao Iraque, bem como diversas outras nações que o fizeram em volume maior[5].
              Após a contenção do Irã e sua Revolução Islâmica dentro de seus limites territoriais, o que se passou é que Saddam traiu seus aliados, inclusive países do Golfo Pérsico numa política expansionista e não de mera contensão de inimigos hostis. Após a invasão do Kuwait em 1990, o que os EE.UU., R.U. e França fizeram? Empurraram as tropas iraquianas para dentro de seu território. Não ouso fazer críticas levianas de quem não conhece a logística das operações, mas se me é permitido indagar, eu perguntaria por que Bush pai não foi até Bagdá? Talvez pelo custo do empreendimento, postergável à época, mas não mais hoje em dia, talvez pela necessidade conjuntural de obter apoio internacional para a operação. Há vários fatores possíveis e eles, por si só, dão ensejo a críticas. Porém, críticas responsáveis e sérias, não estultices de um Moore ou uma sombra pálida e insípida para a Humanidade que é Ewald Filho.
              Eu poderia perguntar se é desagradável lembrar a Primeira Guerra do Golfo ao crítico de cinema, mas acho que não é producente, uma vez que o mesmo deve ignorar por completo os reveses da política externa. Rubens Ewald Filho não passa de um ignorante tentando discutir algo muito além de seu conhecimento, limitado pelas fofocas do cotidiano de notáveis. Para gente assim, detalhes sobre os vestidos das atrizes na noite do Oscar não passam desapercebidos, mas quanto às necessidades do que pretende julgar e são objetos de filmecos, isto não importa... Importa é o luxo ostensivo do glamour em noite de gala. Algo tão significativo quanto o caráter de quem discute o que ignora e despreza.
              No seu congênito puxa-saquismo de tudo que é antiamericano, já que “cinema de arte” é europeu – e se for uma modorrenta produção franco-iraniana, melhor... -, Ewald Filho acha que nos EE.UU. há um cerceamento à Liberdade de Expressão ao dizer que Moore se precaveu de ser acusado de traição ao seu país. O que ele acha que é aquele país, uma “república das bananas” governado por tiranetes de 2a categoria? Ou um estado culturalmente isolacionista que pretende caçar vistos de jornalistas que criticam sátrapas em seus prazeres etílicos? Naquele país não se brinca com os direitos individuais e civis, nem se tolhe a liberdade de imprensa. Tanto que lá também há lugar para sicofantas que ganham para destilar filetes de ignorância na tela do computador chamando a isto de “crítica cinematográfica”. Tem mercado, tem espaço e, mesmo sem mercado, tem Direito.
              Não se contendo em sua “paranóia politicamente correta”, Ewald Filho bem ao estilo dos periódicos sensacionalistas a que deveria ter sido sempre limitado pela qualidade de seus argumentos, fala de “ligações perigosas” entre os EE.UU. e a Arábia Saudita, fazendo disto uma extensão de acordos entre a família de Bush e Laden. Se há alguma, esta se deu por vias indiretas, uma vez que os EE.UU. são os maiores importadores de petróleo do mundo e a Arábia Saudita, o maior exportador. Nada mais natural, portanto que haja ligações comerciais entre governos e famílias que detenham empresas importantes. Como a família bin Laden era uma das maiores construtoras do país da Arábia Saudita, nada mais natural também, que prestasse serviços diretos ou indiretos aos EE.UU. no próprio território árabe. Esta crítica de Moore, apoiada por Ewald, é no mínimo paranóica e infame, como deve ser o próprio caráter de seus manifestantes. E, por falar em paranóia, se tudo faz parte de uma grande conspiração mundial, por que não se pode dizer o mesmo do filme de Moore? Seguindo a linha de “raciocínio” de Ewald Filho, este documentário poderia servir para dispersar a atenção do espectador ao passar uma idéia de que há crítica interna nos EE.UU. Talvez, nesta linha de “raciocínio”, Moore seja empregado de Bush, agente da CIA, sei lá, qualquer coisa caberia na “ostra” que críticos de cinema como Ewald Filho ostentam em cima de seus pescoços.
              Este sórdido argumento tenta propositadamente confundir o leitor quando coloca numa vala comum o terrorista Osama bin Laden e sua família, como que por consangüinidade houvesse uma convergência de idéias e ações. Nada mais mentiroso ou sintomático de um argumento racista ordinário: “árabe, logo terrorista”. Seria esta a premissa de Ewald Filho?
              Embora haja, evidentemente, familiares de Osama que o apóiam, uma família é constituída de pessoas que pensam diferente. Carmen bin Laden, uma das cunhadas do terrorista, que o diga. Osama nunca lhe dirigiu a palavra, tamanha era sua prepotência para com as mulheres. No livro In the Opaque Kingdom publicado na Inglaterra, a cunhada que está se divorciando, fala que para Osama, as mulheres não passam de “bichinhos de estimação”. Carmem que nasceu em Genebra na Suíça conheceu Yeslam, um meio-irmão do líder da al Qaeda, e os dois foram estudar na Carolina do Sul. Mas o fato de só terem filhas decepcionou o marido, o que abalou o casamento (!). A vida na Arábia Saudita a impedia de sequer atravessar a rua ou andar pelo jardim sem seu véu. Os únicos assuntos entre as mulheres resumiam-se aos parentes e o Corão. Ela conta que apesar de todos bin Ladens serem muçulmanos wahabitas (da seita que prega o retorno a tradições antigas), a devoção fanática de Osama intimidava outros membros da própria família. Ela ainda diz que após os atentados de 11 de setembro, Osama continuou popular entre muitos sauditas.
              A ignorância de Ewald Filho sobre essas particularidades do cotidiano é que o faz pensar que contratos com a família Laden significam “ligações suspeitas”. Ao passo que Yeslam condenou publicamente seu meio-irmão Osama, Ewald Filho deve achar que não passa de dissimulação. Uma vez que a família bin Laden é dividida no seu apreço a um dos filhos, é de se perguntar com qual segmento, Bush teria “ligações suspeitas”, o pró ou anti-Osama? Perguntinha que Ewald não faz, nem faria se aventasse sua possibilidade.
              Não se bastando com seu ridículo discurso que já deixou a crítica cinematográfica a léguas, Ewald atira pra todo lado com sua insanidade. Bush imporia medo, pois fradou as eleições. Dito isto apesar de ser de conhecimento público que houve recontagem dos votos até que a situação ficasse clara e de consenso público.
              Esta acusação ignóbil deriva de um total desconhecimento do sistema eleitoral americano e dos princípios que nortearam a fundação daquele país. Para os colonos e seus porta-vozes, o governo era um “mal necessário” e a autonomia dos estados deveria ser preservada. Daí, a necessidade de equivalência entre os votos dos eleitores de diferentes estados. Observe a arguta análise de Márcio Coimbra:
              “Na eleição americana, cada estado da federação tem uma eleição independente para Presidente, entretanto, o candidato é escolhido dentre uma mesma lista em todo país. Logo, se um dos candidatos obtém a maioria dos votos de um determinado estado, ele poderá indicar todos os delegados que participarão do Colégio Eleitoral por este ente federado. Cada um dos 50 estados pode indicar um número diferente de delegados. Este mecanismo foi desenhado com vistas a preservar algum poder para os estados menores, o que ocorre com sucesso. Pode-se tomar como exemplo o pequeno estado de New Hampshire, tem que direito a indicar 4 delegados, o mesmo número de um estado com dimensões territoriais consideravelmente maiores, o de Nevada. De certo modo consegue-se um equilíbrio do peso de cada estado relativamente ao número de eleitores. A soma do número de delegados dos 50 estados é 538. Logo, para ser eleito, o candidato necessita obter no mínimo 270 votos. Em 15 estados existe a obrigação de os delegados votarem no candidato vencedor, nos outros 35, não há esta obrigação, entretanto, em geral, ninguém espera a infidelidade destes.
              “Ao contrário do que é dito, a eleição americana não mostrou uma fissura na sociedade. Esta eleição é a marca do equilíbrio entre as duas principais correntes, a republicana e democrata. A legitimidade do pleito deve ser respeitada e a vitória do eleito, nos moldes previstos pela Constituição, não pode ser contesta, sob risco de se colocar em crise a estrutura institucional do país. Logo, é muito difícil que o vencedor não goze de plena legitimidade, pois isto faz parte da tradição democrática americana, como salientam os Senadores democratas Torricelli (Nova Jersey) J.Breaux (Lousianna). As disputas acirradas deste pleito e o comparecimento muito maior do que o esperado às urnas, prova que nenhum sistema é perfeito, mas mostra-se o mais adequado a um país com o sistema federativo americano, uma democracia plena de mais de 200 anos”[6] (itálicos meus).
              É claro que a “argumentação cinematográfica” não poderia deixar de levar em conta que Bush quer o petróleo para si. Mesmo que conste na constituição iraquiana que ele pertence ao país, Ewald deve ter ouvido de um espírito que não é assim.
              O que resta a uma mente doentia para mentir, caluniar, difamar? Como se não bastasse a montanha de impropérios travestidos de argumentos, o crítico de cinema sugere uma relação homossexual entre Bush e Blair:
              “Segundo Moore, o filme quase não trata de Tony Blair, porque ele é inglês, portanto problema dos ingleses. Mas Moore diz que não entende como Blair, um homem inteligente, forma essa dupla tão estranha com Bush (e faz piada com a declaração de Bush de que os dois usavam a mesma pasta de dente). Algo muito suspeito...”
              Digam-me: vocês já viram o crítico na tv, não? Tirem suas próprias conclusões...
              Para Ewald quem não concorda com a paranóia de Moore ou acha o gordo desonesto é por que tem medo de Bush, daí Mel Gibson não ter escapado de seu ressentimento. O ator recusou-se a distribuir o panfletário documentário. Para Ewald Filho só há dois lados da história e o correto é anti-Bush.
              A “crítica cinematográfica” não poderia terminar sem uma ode aos gauleses. Num apoio a posição francesa contra a intervenção no Iraque, Ewald cita Moore sobre os franceses que “(...) como os velhos amigos que apoiaram a independência americana e por isso devíamos ter sido mais gratos, especialmente porque estavam certos”. Sim, caro Moore, sim, a França sempre esteve certa, não? Até mesmo quando apoiou os nazistas com o governo de Vichy?
              Ninguém imaginou que a “gloriosa França” que resistiu ao exército imperial alemão bravamente durante a Primeira Guerra Mundial, fosse capitular tão rapidamente a ponto de colaborar com os nazistas na Segunda Guerra Mundial. Seria este o exemplo francês que Moore gostaria de dar aos americanos? A capitulação?
              Sinceramente, já vi melhores matinés. Já, critica de cinema assim, joga seus “profissionais” numa vala comum do mau-caratismo.

              O autor é professor de Geografia no Ensino Médio e Pré-Vestibular, formado pela UFRGS.

              Kommentar


              • #47
                Zitat von Anonymous
                Os herdeiros de Goebbels
                por Anselmo Heidrich em 29 de junho de 2004

                Resumo: Anselmo Heidrich demonstra que em matéria de calúnia, difamação e relativismo moral, Michael Moore e o crítico de cinema Rubens Ewald Filho nada ficam a dever ao ministro da propaganda nazista, Dr. Joseph Goebbels.
                Hahaha, essa é boa. Alguém com o sobrenome de Heidrich deve entender muito dessas coisas. Vale a pena lembrar que um certo Reinhard Heydrich foi o mentor do pogrom da 'Noite dos Cristais' no Terceiro Reich.

                Kommentar


                • #48
                  Alguém com o sobrenome de Heidrich deve entender muito dessas coisas.
                  Argumento babaca - o que é que o @# tem a ver com as calças..??

                  Kommentar


                  • #49
                    Zitat von saco_cheio
                    Alguém com o sobrenome de Heidrich deve entender muito dessas coisas.
                    Argumento babaca - o que é que o @# tem a ver com as calças..??
                    Puxa vida, você não tem nem um pouquinho sentido de humor, não?

                    Aliás, o que é que o texto de Heidrich tem a ver com o tópico "EUA parecem estar se virando CONTRA O BRASIL!!!"??

                    Kommentar


                    • #50
                      preocupações

                      vocês vivem na alemanha e se preocupam com a politica no Brasil
                      Vai ficar de mal a pior o lula vai destruir tudo afinal se o brasil prestasse nenhum brasileiro estaria fazendo imigração na alemanha :evil: :evil: :evil: >o< fiquem burinhos :lol:

                      Kommentar

                      Unconfigured Ad Widget

                      Einklappen

                      Brasilien Forum Statistiken

                      Einklappen


                      Hallo Gast,
                      Du hast Fragen?
                      Wir haben die Antworten!
                      >> Registrieren <<
                      und mitmachen.

                      Themen: 24.693  
                      Beiträge: 183.537  
                      Mitglieder: 12.484  
                      Aktive Mitglieder: 36
                      Willkommen an unser neuestes Mitglied, itscarsten.

                      P.S.: Für angemeldete Mitglieder ist das Forum Werbefrei!

                      Online-Benutzer

                      Einklappen

                      385 Benutzer sind jetzt online. Registrierte Benutzer: 0, Gäste: 385.

                      Mit 2.135 Benutzern waren am 16.01.2016 um 01:30 die meisten Benutzer gleichzeitig online.

                      nach Oben
                      Lädt...
                      X