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preconceito-racismo (artigo para reflexão)

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    Schnaps mit Zitrone Marcos
    Fernandes



    Paulistas e brasileiros


    Preconceito existe e sempre existirá. Por mais que se façam campanhas contra, sempre existirá quem tenha um “pé atrás” com a etnia X ou com os nascidos em Y. É inerente do espiríto humano o ódio, a raiva e outros sentimentos indignos. No Brasil, isto mostra-se em duas facetas: O racismo e o regionalismo.

    Pelo lado do racismo, o brasileiro de forma geral é um dos povos mais falsos que existem. Diz-se que o brasileiro não é racista e muitas vezes toma-se o exemplo dos Estados Unidos da América onde há uma clara divisão entre brancos e negros. Até os anos 60 por exemplo, os negros eram discriminados a ponto de cederem seus lugares em ônibus, trens, etc. caso um branco o requisitase. A coisa mudou um pouco com Martin Luther King, Malcom X e toda a luta pelo fim da discriminação. Até hoje, vemos reflexo desta cultura discriminatória como por exemplo em hollywood onde vemos filmes só com negros. Exemplos como o do apartheid sul africano também vem a mente mostrando uma clara divisão entre brancos e negros.

    Mas no Brasil é diferente. No Brasil não existe racismo. No Brasil há tolerância racial e religiosa. Será que existe mesmo? Basta ver as famosas e de extremo mal gosto piadas sobre negros onde se explora em diversas situações a inferioridade da raça negra e quando o interlocutor reclama do teor racista, a resposta é sempre a mesma : “Pô, é só uma piada...”. Ok, não sejamos extremamente politicamente corretos ao ponto de chamar Branca de Neve de Pré-adolescente Caucasiana mas existe uma diferença entre contar piadas onde o enfoque é uma característica do povo ou raça e a pura e simples inferiorização. Dou um exemplo: As piadas que tratam os judeus como muquiranas e as que fazem alusão ao holocausto.

    O Brasileiro, povo de paz, aceita todos os povos. Quantas vezes estive em situações onde estava em uma mesa de bar e de repente aparece alguém com um gringo a tiracolo e este é europeu, australiano, americano, ou seja, gente de fina estirpe advindo de países do dito “primeiro mundo”. Todo mundo fica interessado em falar com o cabra, se esforça para conversar em inglês e dá toda atenção ao cidadão do além-mar. Porém, experimente ver a mesma situação com um boliviano, chinês ou nigeriano. As reações passam a “Deve ser pasteleiro” ou “cuidado com a carteira”, entre outras.

    Brasil, este país maravilhoso onde a paz reina, vê também sempre aflorar os regionalismos e o enaltecimento das “qualidades” dos cidadões dos diversos cantos da pátria amada. Gaúcho é tudo viado, Carioca é tudo vagabundo, Mineiros são um povo meio abestalhado, Nordestino é ignorante e o resto é tudo bicho do mato.

    Eu como paulista, sempre vejo na internet, certos preconceitos contra o povo nascido na terra da garoa. Afinal, através de um computador, é tudo mais fácil. Todo mundo vira macho. Paulista é lixo, é babaca, é prepotente. São Paulo é horrível. É uma massa de poluição com um povinho desprezível. São coisas que se lêem frenquentemente.

    E falo de São Paulo não por ser paulista mas sim porque a cidade é um ótimo caso de estudo para esta babaquice que existe em todo mundo como mostro mais abaixo. Elogia-se (para inglês ver) o multiculturalismo e a miscigenação do brasileiro e São Paulo talvez seja o maior espelho devido a grande imigração e migração que é inerente a cidade principalmente nos últimos 100 anos.

    O italiano e o japonês que vieram em busca de uma terra de paz, os nordestinos fugitivos da seca ou os sulistas em busca do sucesso. Esta é São Paulo, uma cidade que bem ou mal abrigou gente de todo o Brasil e do mundo em busca de seu lugar ao sol. A cidade desenvolveu-se e cresceu sem planejamento urbano. Logo, seria fácil para um paulistano jogar a culpa nos forasteiros que para lá foram. Incrivelmente, a maior quantidade de pessoas que vejo na internet falando mal da cidade e do estado, são pessoas que por algum momento moraram na cidade. Ora, o que elas faziam lá? A maioria também estava em busca de oportunidades profissionais na maioria das vezes. Se voltaram para sua terra, é provável que não tenham tido capacidade suficiente para se estabelecer. Este poderia ser um bom argumento mas que aprisionaria toda a retórica no próprio mal que se tenta expor no texto.

    Então, chegamos ao ponto. Onde está o problema? Ao meu ver, na retórica do “quem atirou a primeira pedra”. Sulistas dizem que não gostam dos paulistas porque os paulistas não gostam deles. Nordestinos não gostam de paulistas porque eles os discriminam. Por sua vez, os paulistas não gostam de nordestinos porque eles vivem em guetos e são ignorantes.

    Mudando o foco.

    É claro para qualquer pessoa que veja os jornais, que um dos grandes problemas da Europa é a imigração. Dou o exemplo de países como Alemanha, Áustria e Suiça que tem uma população enorme de turcos e iuguslavos. Basta transpor a relação paulistas x migrantes para o caso europeu. É uma relação muito parecida e que provavelmente tenha a mesma causa. No final dos anos 60, estes países recrutaram mão de obra turca e iuguslava para atender a demanda do mercado de trabalho. Criaram-se grandes comunidades de imigrantes e hoje, ser de uma dessas etnias é sinal de desprezo por parte dos habitantes locais. Os locais dizem que não gostam dos gringos porque eles não se integram e por sua vez os gringos dizem que não se integram porque os locais não dão abertura. Volta-se ao dilema de quem nasceu primeiro. O ovo ou a galinha?

    No fundo, tudo não passa da mesquinharia do ser humano. Mas o que irrita profundamente é ver gente que é “letrada” ter este tipo de mentalidade e da forma mais falsa. Dizem “sou contra o preconceito” mais pelo fato de querer se mostrar civilizado do que por convicção própria. Gente com seus diplominhas de jornalista, direito, medicina, etc. que ve horrorizado a limpeza étnica no Kosovo ou o massacre entre Bantos e Hutus em Ruanda mas que não exita em dizer “Que porra de serviço de preto você fez?”, “Po, termina logo este trabalho. Tu tá parecendo carioca!” ou “Deixa de ser baianão”.

    Ainda sobre o pacífico e alegre povo brasileiro, tenho a dizer a minha experiência pessoal recente. Tenho vários amigos que moraram ou moram no exterior. Sempre o comentário deles era algo como “Brasileiro no exterior é um pé no saco. Acham-se os The Kings of the Black Cocade. Comem repolho e arrotam caviar”. Nunca tive muito contato com os patrícios desde que imigrei e as poucas experiências que tive foram de fato decepcionantes. Gente que quer mostrar mais do que tem e se acha especial perante a comunidade local.

    Neste final de semana estive na sede da ONU onde realizava-se um bazar beneficente onde havia barracas com comidas, cultura, etc. de aproximadamente 80 países. Rodei por quase todos os stands. Comi em barracas da venezuela, tomei cervejas belgas, vi um pouco da cultura colombiana e ouvi músicas croatas. Só não achava a porra do stand brasileiro. Por fim, achei. Era a última. Cheia de brasileiros que queriam mostrar sua “latinidad” e seu despojamento. Só que tudo era de uma artificialidade notória. Estranhamente, praticamente só haviam brasileiros no stand ao contrário dos outros onde se via gente de todas as etnias falando as mais diversas línguas. O povo com um ar tão superior que nem o stand estado-unidense era páreo. E uma brasileira, muito “especial” sobe ao palco (que estava ao lado do stand de Cuba) e solta esta pérola :

    - Vamos a misturar el samba brasileño a salsa de Cuba. Es un casamento perfecto dos pueblos más especiales del mondo (sic).

    Salsa cubana...Nem preciso dizer a cara do pessoal do stand cubano. Faltou só a brasileira “especial” elogiar Guevara para o grupo de exilados. E o samba mencionado era um axé destes comerciais e toscos.

    Fiquei desconcertado e me mandei. Acabei indo comer na barraca Argentina um sanduíche de lomo de tanto desgosto que fiquei dos meus patrícios. Aliás, o stand dos “hermanos”estava muito mais interessante. Assim como o stand da Ucrânia onde adquiri uma ressaca depois de tantas cervejas de nomes impronunciáveis.

    O Brasileiro é um amor de pessoa. A terra do amor. Alguém aí sabe como conseguir um passaporte de cidadão do pólo norte?


    rabiola@gmx.net

  • #2
    bate-boca deletado. Favor manter o nível e evitar ataques racistas.

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    • #3
      Cidadania

      Brasília - 15/07/2004
      Discriminação atinge 900 milhões de pessoas no mundo
      Uma em cada sete pessoas em todo o planeta é cerceada no trabalho e nos direitos políticos e culturais, segundo o "Relatório de Desenvolvimento Humano 2004". fonte

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