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"jobless recovery"

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  • "jobless recovery"

    27/07/2004 19:32[/size]

    Aumento da jornada de trabalho sem aumento de salário

    Depois do “jobless recovery” ou crescimento econômico sem empregos nos EUA, chegou à vez dos trabalhadores europeus experimentarem as delicias da nova economia globalizada.

    Após a ampla confirmação de que o mercado de trabalho caminha definitivamente para uma condição precária, mesmo dentro de um processo de recuperação, e até de crescimento da economia nos EUA, chegou à vez da Europa exibir os mesmos sinais.

    Lembrando: “Em artigo do Financial Times, já se admite que as novas economias do capitalismo informacional podem crescer SEM gerar empregos. O fenômeno já recebeu até nome, é a ‘jobless recovery’ ”. (1)

    O autor da reportagem Guy de Jonquieres, tentava provar em seu artigo que a culpa pelo desemprego nos EUA não podia ser atribuída a “exportação” de empregos para países como a Índia ou a China. Alias, o título do artigo era exatamente “Exterior não explica perda de empregos nos EUA”. Essa, junto com a recessão, era até então a única maneira de explicar o declínio do nível de emprego e a PERDA de renda dos trabalhadores americanos.

    Agora, em artigo do mesmo Financial Times, intitulado “Europeus aceitam trabalhar mais para preservar emprego”, lemos que: “Os 25 mil empregados da Siemens foram às ruas no início da semana que passou para protestar contra as ameaças de seu patrão Heinrich von Pierer, de transferir empregos para locais de menor custo no exterior” (3).

    E continua: “A fúria começou quando Heinrich Von Pierer formulou um plano para transferir 2.000 empregos de duas fábricas de celulares e telefones sem fio da Renânia do Norte-Vestfália, na parte ocidental da Alemanha, para a Hungria”.

    E sabem por que essa repentina “fúria” dos trabalhadores? Porque eles já tinham aceitado, no mês passado, trabalhar 40 horas semanais ao invés de 35. Ou seja, apesar do aumento da jornada de trabalho sem aumento de remuneração, a Siemens mesmo assim pretende “exportar” empregos para o leste europeu.

    A jornada de 35 horas semanais tinha sido uma conquista duramente obtida em acordos no passado. Mas o problema não está restrito a Siemens. O próprio artigo admite que “o aumento da jornada de trabalho nessas duas fábricas da Siemens se mostrou contagioso”.

    Em outras palavras, no início do mês, a direção da Daimler Chrysler anunciou que quer “reformular” seus métodos de trabalho. Na França, A Bosch conseguiu um acordo, aprovado por “quase unanimidade” entre seus funcionários para trabalhar uma hora a mais por semana sem compensação. É fácil imaginar o destino dos trabalhadores que não participaram da “quase unanimidade”...

    E qual tem sido a reação dos políticos a essas novas “conquistas” da classe trabalhadora? Vários políticos de esquerda, incluindo o premie “socialista” Gerhard Schröeder, são a favor de uma “maior flexibilização” das leis trabalhistas. Klaus Zimmermann, chefe do instituto DIW em Berlim, de inclinação “esquerdista”, sugere uma jornada de 50 horas por semana.

    A que se deve essa nova realidade? Segundo o artigo, “Muitos economistas e políticos dizem que a tendência a encurtar as jornadas foi um dos motivos pelos quais grandes partes da zona do EURO vêm sofrendo um crescimento econômico lento nos últimos dez anos, especialmente comparado com o dos Estados Unidos”.

    Em resumo, a solução para os europeus é aderir aos métodos americanos e crescer muito, de preferência gerando muitos empregos, exatamente o que não vem ocorrendo nos EUA. Como já vimos, lá o problema seria que “os Estados Unidos não estão criando um número suficiente de novos empregos de qualidade”.(4) É cômico se não fosse trágico.

    Os autores do artigo reconhecem que no caso das empresas alemãs, “elas puderam usar a ameaça de transferir a produção para outros países, especialmente aos novos membros da União Européia”. É desnecessário observar o potencial de revolta contra acordos na direção da globalização da economia, sem falar em xenofobia e racismo.

    Fica absolutamente claro que o que observamos é o irreversível desmantelamento de todas as estruturas que protegiam os trabalhadores da ganância da economia de mercado. A introdução das novas tecnologias de informação e telecomunicações, aliadas às novas técnicas de gerenciamento, fez a balança do poder pender de forma decisiva na direção do capital globalizado.

    O trabalhador que não é substituído pelo robô ou pelo computador é substituído por seus colegas (muito) menos bem pagos de outros países. Os EUA exportam empregos para a Índia e a China, a Europa ocidental para a oriental. O resultado é sempre o mesmo: Menos empregos e/ou menores salários.

    No Brasil, alguns sindicalistas falam em redução da jornada de trabalho sem redução dos salários. Tem-se a impressão de que vivem em outro planeta. Alguns “intelectuais” por outro lado, ainda acreditam que as novas tecnologias e a globalização, sem nenhum planejamento ou compromisso social, trarão mais e melhores empregos. Aparentemente não sabem ler jornais.

    Para arrematar o artigo, os autores optaram por usar de toda a franqueza: “O provável fim da semana de 35 horas nas indústrias francesas e alemãs demonstra que, mesmo que os políticos não estejam dispostos a mudar, as maiores companhias estão preparadas para cuidar do assunto à sua maneira”.

    Será que a classe trabalhadora tem alguma forma de responder a esse desafio também a sua maneira? Com certeza, infelizmente não.


    Notas:

    (1) Monteclaro, Lauro - “O mercado de trabalho dos EUA avança, para trás...”.
    (2) O artigo em questão, “Exterior não explica perda de empregos nos EUA”, foi publicado no caderno “dinheiro” da Folha de S. Paulo de 25./04/2004 – Pág. B8.
    (3) Artigo de Wolfgang Munchao e Ralf Atkins – Folha de São Paulo de 25/07/2004 – Pág. B10.
    (4) “Exterior não explica perda de empregos nos EUA”, caderno “dinheiro” da Folha de S. Paulo de 25./04/2004 – Pág. B8.

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