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me arrependi em saber.

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  • me arrependi em saber.

    ...há histórias que são difíceis de acreditar. Há alguns dias encontrei um velho amigo do primeiro ano de faculdade. O sujeito havia simplesmente sumido... sem dar notícia. Sentamos em uma mesa de bar para colocar o blah! blah! blah! em dia e a curiosidade me fez perguntar que destino o levou... acreditem me arrependi em saber....

    Com o olhar distante e quase triste, como o de uma vaca indiana, ele me contou sua infeliz historia de amor, aqui fielmente reproduzida sem identificá-lo a fim de evitar represálias. Se você acha sua vida uma merda, a dele é muito mais. Literalmente!




    Aconteceu com um amigo meu...

    “O dia, até ali, tinha sido como uma típica segunda-feira, apesar de já estarmos na quarta. Chegava à faculdade cansado da labuta do dia e me dirigia para a sala de aula, sem previsão de escalas. Preferi nem olhar para o boteco, evitando me sentir tentado pelos prazeres da boemia e acabar me acomodando por ali até a hora de voltar para o aconchego do lar.

    Estava próximo de atingir o penoso objetivo de bom aluno quando meus olhos são tomados de assalto pela oitava maravilha do mundo. Era a mulher mais linda a qual, em toda minha inútil existência, já pus reparo. Instantaneamente, senti um intenso calor brotando de todos os Chakras de meu corpo e sem atinar muito bem o que estava fazendo, me lancei em direção àquela beldade a fim de conhecê-la.

    Seu nome: Bárbara. Seu corpo: bárbaro! Conan: Achava um idiota! Preferia o estilo Vincent Vega daquele filme de Tarantino. Assuntos de extrema importância como Glauber Rocha, David Lynch, Zapata e contracultura também foram citados na conversa que me rendeu um encontro naquele fim de semana. Perdi a aula, mas ganhei muito mais! A partir daquele momento decidi que deveria me casar com ela.

    Sem mais delongas, saltemos direto ao sábado do tão aguardado encontro. Mal podia esperar para ter aquele carnão envolto em meus braços e encher aquele beicinho lindo de amorosas bicotas. Mas existia um porém. A garota impôs como condição à balada que eu me apresentasse à sua família antes. Não havia problema. Como manda a boa etiqueta, eu iria buscá-la em casa e faria minha média.

    A única qüestão que incomodava era que as más línguas me informaram que o sogrão se tratava de um delegado casca-grossa de alguma D.P. da vida, e que a única pessoa com quem deixou a filha namorar foi um japa estudante de direito que desapareceu misteriosamente após sair de uma casa de massagem localizada na freqüentada rua Augusta; e ainda acrescentaram que o autor do sumiço não fora Mister M e sim o próprio delega citado. Como não boto fé em crendices populares, mantive-me seguro e parti rumo ao castelo de minha princesa.

    No meio do caminho fui abatido pela famosa larica. Estava adiantado, por isso resolvi fazer um pit stop na popularesca casa-de-fast-food-arabe conhecida como Habbib’s.
    Pança cheia, acelerei por mais alguns minutos até chegar, com pontualidade inglesa, à casa da bárbara Bárbara.

    Até ali, as coisas não podiam ser melhores. Enquanto esperava meu xuxuzinho terminar de se aprontar, tomei suquinho da sogra, brinquei com o cunhadinho, fiz carinho no cachorro e conversei com o sogrão que, apesar de estar de arma na cinta e me olhar meio de lado, me tratou até bem. De repente, mon amour aparece no final da escada. Fantástica! Fabulosa! Perfeita! Não havia nome melhor para a terem batizado. A emoção foi tão grande que senti algo remoendo minhas entranhas. Por um momento, achei que era o mais puro sentimento de amor, mas não demorou muito para perceber que era dor de barriga mesmo.

    Tratei então de responder logo ao chamado da natureza. Pedi licença e me dirigi prontamente ao privativo mais próximo a fim de aliviar-me daquele peso. Instalei meu traseiro na latrina e tentei executar o serviço o mais silenciosamente possível, uma missão um tanto difícil quando se está com forte diarréia.
    Depois de ter completado aquela arte barroca na cerâmica e me indagar se o responsável por aquele lamaçal fora o kibe ou a esfiha, me virei para alcançar o papel higiênico que geralmente se encontra ao lado direito do vaso. Não estava! Imaginem qual foi minha surpresa ao perceber que em nenhum lugar daquele vasto banheiro havia sequer uma folha para me limpar. O que fazer? Gritar por socorro? Que vergonha seria fazer a suposta futura vovó de meus filhos me trazer o rolo de papel e ter seu olfato impregnado pelo odor nada agradável decorrente de uma boa cagada.

    Depois de ter cogitado usar meu dedo, a toalha e até mesmo as folhas de minha agenda de bolso, tive a prodigiosa idéia de fazer a pia de bidê. Era a única maneira de me safar daquela situação. Abri ao máximo a torneira para que a água ejaculasse com mais força e me acomodei sentado no lavabo. Quando comecei a sentir o toque frio do liquido vital, fui surpreendido por um estalo seguido de uma forte pancada na cabeça que me fez desmaiar.

    O apocalipse da minha aventura está aqui. Começava a recobrar os sentidos quando um SLAM ! soava da porta que fora brutalmente arrombada pelo bico do sapato do homem da lei. A visão que se teve, posso garantir, não foi das melhores. O sujeito que falou que a sorte está com quem tem o cu virado para a lua, é um tremendo mentiroso. De cara no chão, meu corpo se encontrava numa posição que facilitaria em 100% qualquer exame de próstata, idêntica à que Napoleão perdera a guerra, porém, com um agravante: meu anel de couro estava tão lambuzado quanto boca de criança ao comer brigadeiro e apontava direta e diagonalmente para a mulher da minha vida e sua espantada família, a qual conheci a poucos minutos e já tive a infelicidade de lhes proporcionar a experiência mais nefasta de suas vidas.

    Estáticos, sob a porta do já alagado miquitório, em meio a jatos d’agua cristalina que jorravam das tubulações destruídas e borrifavam os cacos de cerâmica branca do que já fora antes uma linda pia, pai, mãe, filha, filho e Totó são infectados por expressões faciais só vistas antes em filmes de terror.
    Ainda grogue, tentei me recompor e dar uma satisfação ao ocorrido, mas como tem coisas que nem a ciência, nem Arnaldo Jabor explicam, um só pensamento ecoava de meu cérebro: Sebo nas canelas!!!

    Não cabe agora dizer como casquei fora daquela situação, mas se milagres realmente existem, o único que aconteceu naquela noite foi eu ter saído com vida daquele lugar, já que o pseudo-sogro estava tão emputecido que fazia Belzebu parecer tão inofensivo quantos adesivos da Hello Kitty, e parecia querer destroçar cada partícula de minha máquina biológica com suas próprias mãos.

    Não deu outra. Para salvar minha pele, nunca mais pude ver o semblante singelo de minha formosa amada, que acabou por se casar com o psiquiatra que a vinha tratando do trauma de ter me levado à sua casa e feito ela passar aquele vexame com a família. Quanto a mim, apesar de passar anos com suspeitos problemas com a polícia e nunca mais poder olhar uma pia com a mesma ternura d’antes, hoje estou casado e acho que sou feliz. Conheci Zilda em uma instituição para maníacos depressivos que passei a freqüentar. Ela está alguns 50k acima do peso e passa o dia inteiro reclamando da vida, mas na hora da novela ou quando me obriga a fazer massagem em seus pés frieirentos, até que é boazinha, a megera”.

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