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Brasilien im Jahre 2004

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    Schlagzeile in der Tribuna do Norte aus Natal vom 04.06.2004 :cry:


    Homens viviam em regime escravo



    Raul Pereira

    Trabalhadores serão ouvidos hoje na delegacia


    04/06/04

    Ana Luiza Cardoso - Repórter
    tnmossoro@terra.com.br

    A Delegacia Regional do Trabalho (DRT), em inspeção de rotina, flagrou ontem à tarde, 29 trabalhadores em regime de escravidão, em cinco lotes do Baixo Açu, no município de Alto do Rodrigues. Os homens, inclusive menores, são de Estados vizinhos e vieram para o Rio Grande do Norte há dois meses.

    Eles trabalhavam em plantação de banana. Nos lotes, não havia a mínima condição de trabalho. Os trabalhadores não tinham onde cozinhar, muitos dormiam ao relento. Nem mesmo banheiro foi encontrado. A comida era vendida na fazenda aos trabalhadores que gastavam o salário com alimentação antes de recebê-lo. “Encontramos uma situação degradante”, afirma a fiscal do trabalho, Adalgisa Carvalho. Por serem de outros Estados, os trabalhadores não tinham contato com ninguém na região. “Uma pessoa ia até a fazenda, vendia a comida e ia embora. Eles não tinham contato com mais ninguém”, menciona Adalgisa.

    Os fiscais Zélia Medeiros, Lies Bezerra e Moises Martins Júnior também participaram do flagrante. Na chegada aos lotes de número 135 e 136 do Baixo Açu, eles encontraram um cubículo onde nove homens dormiam, o restante passava a noite espalhado, dormindo, inclusive, sobre o adubo usado na plantação de banana. Os fiscais constataram também que os empregados estavam constantemente devendo alimentação. Os produtos tinham valores mais altos do que os de mercado, além disso, era cobrado juro dos que atrasavam.

    Os fiscais não tinham encontrado caso parecido na região. “Nós fazemos tudo para evitar casos como esse no Estado e eles vão pegar pessoas em outros Estados”, ressalta Adalgisa. Ela lembra que na década de 80 havia problemas de condições de trabalho no meio rural, mas nada parecido com o quadro encontrado ontem no Baixo Açu.

    Os homens foram recrutados para trabalhar no Baixo Açu nas cidades de Aroeira, Lagoinha, Categi na Paraíba e em Ferreiro, Timbaúba e Macaporanga em Pernambuco. Vieram com a esperança de encontrar as condições mínimas de trabalho e carteira assinada. A maioria ganhava dinheiro em seus Estados de origem trabalhando com o corte da cana-de-açúcar. João Lopes, 20 anos, ainda estava meio assustado ao chegar em Assu, após ser retirado pelos fiscais dos lotes. “Pegava das 6 e ia até às 5 horas da tarde, só parava para comer. Era trabalhando direto”, acrescenta João. Antes de vir para o Rio Grande do Norte ele só estudava e nunca tinha trabalhado. “Agora eu quero é voltar para casa”, explica.

    Os homens ganhavam R$ 8 por dia de trabalho. Segundo Roberto Francisco da Silva, 30 anos, era preciso pagar até pela viagem que o carro fazia da cidade deles para a fazenda. Ele afirma que o patrão ainda não pagou os 24 dias de trabalho dele. “Na quarta-feira, nós ficamos sem trabalhar. Queria saber como ia ficar nossa situação. Ele disse que a gente podia ir embora. Eu fui mais outros. Dormimos na praça de Ipanguaçu. Hoje (ontem) de manhã o carro da fazenda foi buscar a gente”, acrescenta. Só Roberto, tinha uma dívida de R$ 100 com a fazenda em alimentação.

    Roberto lembra que antes dos primeiros 30 dias no Baixo Açu, o patrão disse que eles não poderiam ir embora. “A gente cozinhava no meio do mato. Fazia uma fogueira e preparava a comida lá mesmo”, relata o trabalhador ainda atordoado com toda a situação pela qual está passando.

    Proprietário dos lotes deve se apresentar hoje

    Os trabalhadores chegaram à delegacia do Trabalho em Açu por volta das 18h30 de ontem. Eles saíram dos lotes em caminhonetes da DRT percorrendo uma distância de 50 quilômetros. Os lotes não eram fáceis de serem encontrados.

    Carregando bolsas, sacos e depósitos para água, os trabalhadores pareciam meio atônitos, em função do assédio da imprensa e dos curiosos.

    O grupo de trabalhadores iria passar a noite em uma pousada e hoje pela manhã deverá comparecer à delegacia. Os fiscais foram informados que o proprietário do local, Ricardo Tavares, também iria comparecer hoje com os documentos dos trabalhadores e prestar esclarecimento. O proprietário deverá ser multado por descumprimento das leis trabalhistas e pelo regime de escravidão.

    Hercílio José dos Santos de apenas 16 anos estava entre os trabalhadores. Bastante nervoso, ele achou que aquela era a hora de trabalhar e resolveu aceitar a viagem para o Rio Grande do Norte. Questionado qual foi a pior parte de permanecer na fazenda, ele não pensa, responde rápido: “foi tudo o pior” e interrompe a entrevista afirmando que está nervoso.

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