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    Remessas de brasileiros atraem bancos locais
    Angelo Pavini De São Paulo

    Quelle: Reportagem Jornal Valor Economico 06/05 (http://www.valoronline.com.br)

    As remessas de brasileiros vivendo no exterior para o Brasil vêm despertando o interesse dos bancos, que tentam ampliar sua fatia em um segmento que, segundo estimativas, movimenta mais de US$ 4 bilhões por ano e é hoje dominado pelo Banco do Brasil. O Bradesco, maior banco privado do país, fechou um acordo em março com o Bank of America para receber as remessas de brasileiros nos Estados Unidos. E o Itaú anunciou nesta semana um acordo com a empresa de remessas eletrônicas Moneygram, presente em 155 países. O Santander Banespa, que tem uma agência no Japão, lança nas próximas semanas um plano de previdência privada (VGBL) especial para os decasséguis.

    Os Estados Unidos concentram o maior volume de recursos enviados ao Brasil. No ano passado, as remessas de brasileiros vivendo nos EUA chegaram a US$ 1,108 bilhão, mais da metade dos US$ 2,018 bilhões do total recibo pelo país, segundo dados oficiais do Banco Central brasileiro. Mas as estimativas são de que esse volume seja muito maior, podendo chegar ao dobro do valor oficial caso sejam incluídas as remessas ilegais, que chegam pelo mercado paralelo ou são registradas como outro tipo de operação. Bancos, BC, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e especialistas discutirão no dia 31 de maio em um seminário no Rio formas de facilitar as remessas de brasileiros que vivem no exterior.

    O diretor de Normas, Sérgio Darcy, já antecipou que o BC pretende facilitar o processo de remessas, eliminando o contrato de câmbio em cada operação, que obriga quem recebe o dinheiro aqui a ir pessoalmente ao banco. Uma empresa de tecnologia fará a intermediação entre as instituições no exterior e os bancos brasileiros. O dinheiro seria transferido em uma única operação diária de câmbio e depois distribuído pelo CPF dos beneficiários.

    A redução da burocracia nas remessas é fundamental para o BID, que vê esses recursos como um importante instrumento de desenvolvimento regional. A idéia é facilitar o trânsito para as remessas de menor valor, sem abrandar o controle do combate à lavagem de dinheiro. Outro objetivo do BID é reduzir as remessas ilegais e aumentar a concorrência, como forma de reduzir as tarifas cobradas pelos bancos, explica Stephen Murphy, consultor do BID. "A legalidade e a concorrência ajudariam a reduzir o custo dessas remessas", acredita Murphy. Segundo ele, de 2002 para cá, o custo das remessas para a América Latina caiu de 15% do valor enviado para 8%. "Mas em países como o México esse custo é muito menor, de 4% a 5%, por conta da concorrência", diz.

    Muitas vezes, porém, a remessa não vem pelos canais oficiais não porque o sistema não quer, diz José Guilherme Lembi de Faria, diretor executivo do Bradesco. "O grosso que vem dos EUA vem pelos sistemas paralelos porque a maioria dos brasileiros lá é ilegal e tem medo de usar os bancos", diz.

    No Japão, a situação é diferente porque os brasileiros vivendo lá têm sua situação legalizada, afirma Faria. Como os bancos japoneses cobram caro pelo serviço, o Bradesco está montando estruturas para coletar as remessas. O banco criou há um ano e meio a Bradesco Service e fez um acordo com o Daito Bank, que tem rede de agências na região onde brasileiros trabalham. Além disso, investe na divulgação do serviço em lugares freqüentados pelos brasileiros. O sistema usa os terminais do correio japonês para fazer as remessas. O serviço inclui um call center em Tóquio para o decasségui saber informações. O cliente paga uma taxa fixa, de 2 mil ienes, aproximadamente US$ 20,00. Segundo Faria, o Bradesco movimenta 6 mil ordens de decasséguis por mês, um volume considerado ainda pequeno. "A média é de US$ 2 mil por remessa, o que dá US$ 144 milhões por ano, para um volume total estimado em US$ 1,5 bilhão", diz Faria.

    Nos Estados Unidos, o acordo com o Bank of America já permitiu ao Bradesco receber cerca de 3 mil remessas por mês, na faixa de US$ 1 mil cada. Um valor ainda pequeno se comparado às estimativas de que as remessas dos Estados Unidos para o Brasil estejam em torno de US$ 3 bilhões por ano.

    Já o Itaú pretende entrar agora nesse mercado, explica Paulo Soares, diretor gerente sênior do banco. O acordo com a Moneygram, que possui 60 mil pontos de atendimento em todo o mundo, 26 mil só nos Estados Unidos, vai permitir ao cliente mandar o dinheiro para 3 mil pontos do Itaú no Brasil. "O volume é crescente, as estimativas do BID são de que há quatro milhões de brasileiros vivendo no exterior", diz.

    O fluxo de brasileiros indo para os EUA tende a aumentar, diz a professora da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Ana Cristina Braga Martes, autora do livro "Brasileiros nos Estados Unidos, Um Estudo sobre Imigrantes em Massachussets".

    Segundo Ana Cristina, o crescimento acompanha a formação de redes sociais, que facilitam a chegada de novos imigrantes. "O brasileiro vai e depois leva familiares, amigos", diz. Segundo ela, a maioria não entra ilegalmente, mas com passaporte e visto de turista. "A permanência é que é ilegal", explica. A maioria vai para as regiões de Boston, Nova York e Miami e, em menor proporção, São Francisco. Lá em geral os brasileiros vão trabalhar no setor de serviços, na economia informal, como faxineiro domiciliar ou de companhias terceirizadas, entregadores de pizza e jornal. Outros ajudam na preparação da comida e da limpeza da mesa em restaurantes, atividades que não exigem inglês. A renda familiar varia de US$ 2 mil a US$ 3 mil por mês. "É renda razoável para um brasileiro", diz. Em geral, eles mandam US$ 100,00 a R$ 300,00 por mês para as famílias daqui, o que representa mais do que o salário mínimo local. São em geral pessoas que estudaram pouco, e que teriam problemas no mercado de trabalho brasileiro.

    O parceiro do Banco do Brasil, a Western Union, diz que o negócio vai bem, segundo Tarcísio Bortoletto, representante da empresa no Brasil. A Western Union é uma empresa de transferências eletrônicas presente em 195 países e territórios, com 170 mil pontos de atendimento. Nos EUA, são 50 mil pontos, incluindo desde supermercados até comércios voltados para comunidades estrangeiras. "Tentamos estar próximos dos imigrantes", diz Bortoletto.

    A identificação de quem manda a remessa varia de acordo com o valor. O objetivo é evitar a lavagem de dinheiro, mas não há qualquer restrição em relação à situação do imigrante. As transações não são altas, em geral US$ 200, US$ 300. Bortoletto diz que o crescimento dos volumes é constante graças ao trabalho junto às comunidades no exterior, descobrindo grupos novos, o que ajuda a afastar o medo e formalizar as remessas.

    O custo das remessas dos EUA para o Brasil na Western Union depende do valor. Para US$ 300,00, custa US$ 12,00, e para US$ 500,00, US$ 15,00. Outro ponto importante é a taxa de câmbio. Segundo Bortoletto, algumas empresas informais cobram uma tarifa menor, mas usam um câmbio até 5% abaixo do mercado na hora de converter a remessa em reais.

    Bortoletto diz que há um volume significativo de remessas também da Europa. "Tem muito brasileiro na Inglaterra, Itália, Espanha, Portugal", diz o executivo. O perfil é o mesmo de quem faz a remessa dos Estados Unidos, podendo mudar um pouco o valor médio, entre US$ 400 e US$ 600.

    O número de remessas para o Brasil vêm crescendo em média 10% ao mês neste ano, até abril, segundo a American Express, que desde 2002 tem um acordo com a Moneygram. Com 11 lojas no país, a Amex brasileira tem hoje um dos principais volumes da Moneygram no mundo. (Colaborou Patrick Cruz)

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