Ankündigung

Einklappen
Keine Ankündigung bisher.

Reinhard Maack Wanderausstellung 2005

Einklappen
X
 
  • Filter
  • Zeit
  • Anzeigen
Alles löschen
neue Beiträge

  • Reinhard Maack Wanderausstellung 2005

    #Ad

    Kommentar

      Über die folgende Wanderausstellung dürfen wir uns ab 2005 auch freuen.
      Die Termine hierfür werden natürlich veröffentlicht sobald bekannt.


      MEMÓRIA-Expedições do cientista incluíram a conquista do Pico Paraná e o mapeamento do Rio Tibagi
      Acervo de Maack revela um Paraná extinto

      Exposição apresenta fotos e filmes do naturalista alemão, que morreu em 1969
      Em julho de 1941, um grupo liderado por Reinhard Maack conquistou o cume do Pico Paraná, o mais alto da Região Sul. Mas esse alemão, que adotou o Brasil como segunda pátria, foi muito mais que um montanhista: geólogo, naturalista, visionário, fotógrafo, cinegrafista, cidadão do mundo e apaixonado pelo Brasil e pelo Paraná, mas conhecido apenas por especialistas em meio ambiente. A partir de 17 de novembro, uma exposição multimídia em Curitiba dará ao público a chance de saber mais sobre Maack, que passou boa parte da vida no Paraná e, já na década de 50, alertava sobre os riscos do desmatamento sem critério.

      O engenheiro agrônomo Alessandro Casagrande e o biólogo Adílson Brito, da consultoria ambiental Lobo-Guará, estão organizando o material para a mostra “A História Ambiental do Paraná de Reinhard Maack”. Em 2001, eles viram pela primeira vez um trecho de filme feito por Maack e se entusiasmaram. A dupla procurou os parentes do pesquisador, que morreu em 1969, e encontrou sua filha, Úrsula, que lhes deu acesso a um acervo de quase 3 mil fotografias e 15 latas de filme 16 milímetros.


      As fotos, a maioria no formato 9,5 por 7,5 centímetros, foram meticulosamente catalogadas por Maack, em alguns casos até com o dia em que foram feitas. Delas, 50 foram ampliadas para a exposição. As filmagens tiveram de ser convertidas para um novo formato. “O Colégio Marista Santa Maria colocou à nossa disposição a única máquina de telecinagem do Sul do Brasil”, explica Casagrande. O trabalho rendeu 15 horas de vídeo, das quais os visitantes verão uma seleção de 15 minutos, apenas do Paraná. A qualidade das filmagens, muitas feitas nos anos 20 e 30, surpreendeu a dupla da Lobo-Guará por sua nitidez, comparável à de filmes da época do Cinema Novo.

      Nas fotos e filmagens, vários registros de um Paraná que não existe mais. A foz do Rio Tibagi, no Rio Paranapanema, virou represa. Sete Quedas, que Maack também filmou, teve o mesmo destino. Espécies de peixes como a juropoca não são mais encontradas no Tibagi. E os índios Xetás, com quem Maack fez contato durante uma expedição, estão praticamente extintos.

      A câmera do pesquisador também viu a fundação de Londrina. “Ele percebeu o desmatamento desordenado para dar lugar à cidade”, diz Casagrande. Para o professor Gert Hatschbach, fundador do Museu Botânico de Curitiba e colaborador em um dos livros de Maack, os alertas do geólogo não foram levados a sério. “As autoridades não lhe deram ouvidos. Na época, achavam que a floresta não acabaria nunca”, lamenta.

      A exploração intensa da madeira era uma das grandes preocupações de Maack. “Ele veio de um lugar que tinha passado pelo mesmo processo. Mas na Europa a natureza se adaptou porque o desmatamento durou 1.500 anos, enquanto no Brasil tudo ia rápido demais”, argumenta Brito. “Maack sabia que a floresta conserva os recursos hídricos, mas o uso responsável do solo é impopular politicamente”, diz o geólogo João José Bigarella, que trabalhou com Maack e se tornou um de seus grandes amigos.

      Casagrande lembra que, ao observar a redução das áreas verdes, Maack fez previsões que se mostraram acertadas: “ele disse que, se a mata não fosse reposta de forma correta, haveria catástrofes naturais. Maack alertou para a fragilidade do solo em certas regiões do Paraná, e hoje vemos o problema da erosão prejudicando não só o meio ambiente, mas também a economia.” Para Bigarella, ainda há tempo para levar a sério os avisos do pesquisador. “Mas estamos no último momento para reagir”, adverte o professor.

      A exposição também faz parte das comemorações pelos 180 anos da imigração alemã no Brasil e 175 anos da presença alemã no Paraná. “A mostra devia ter sido realizada no ano passado, mas sugerimos que fosse adiada para 2004”, conta a diretora do Instituto Goethe, Claudia Roemmelt Jahnel. O Goethe também está financiando a tradução de uma pequena biografia de Maack, publicada na Alemanha.

      “Entre os especialistas, Maack é venerado por suas contribuições, mas o público, que não o conhece, tem muito a aprender com ele”, diz Hatschbach. “A questão ambiental vai definir nosso futuro, e as pessoas precisam conhecer o trabalho de quem lutou pela mata”, diz Claudia.

      Serviço: A História Ambiental do Paraná de Reinhard Maack. 17 de novembro a 19 de dezembro Memorial de Curitiba (Rua Claudino dos Santos, s/n.º), último piso. Entrada franca. Mais informações em http://www.loboguara.info/maack.php.
      Marcio Antonio Campos

      ___________________


      PROJETOS

      Empresa quer criar museu
      O biólogo Adílson Brito e o engenheiro agrônomo Alessandro Casagrande eram colegas de trabalho quando, em janeiro de 2000, criaram a consultoria ambiental Lobo-Guará. “Era um antigo sonho nosso, produzir informação sobre o meio ambiente para um público amplo”, conta Casagrande.

      Além da exposição sobre Reinhard Maack, um dos trabalhos mais importantes feitos pela empresa foi a produção de material sobre o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), em parceria com a Marinha. O CD-ROM é distribuído em escolas públicas e bibliotecas. A Lobo-Guará também criou os painéis que podem ser vistos no Centro de Visitantes do Parque Estadual de Vila Velha.

      Atualmente, a consultoria tem planos de criar o Museu de História Ambiental no Paraná. “Seria o primeiro do gênero no Brasil”, conta Brito. Desde a criação da empresa, a dupla já acumulou um acervo de fotos históricas sobre a biodiversidade do Paraná, além de produzir 3 mil fotografias e 30 horas de filme em uma expedição pelo Rio Tibagi, em 2003. Outro projeto da empresa é montar uma escola de luteria (fabricação de instrumentos musicais) no Paraná, com abertura prevista para o ano que vem. “Seria o mesmo modelo de uma escola criada por uma organização não-governamental na Amazônia, mas usando madeiras do Sul, com um ‘selo verde’ que indica sua procedência, mostrando que não vem de exploração irresponsável”, conta Casagrande.





      Falta de patrocínio pode impedir mostra na Alemanha
      Depois de Curitiba, a exposição sobre Reinhard Maack deve ir para o Museu de História Natural de Karlsruhe, na Alemanha, mas a consultoria Lobo-Guará, que preparou a mostra na capital paranaense, está sem patrocínio para levar o acervo de Maack ao país natal do geólogo. “Infelizmente, sem o apoio de que precisamos, não temos como realizar a exposição fora do Brasil”, lamenta Alessandro Casagrande. Os patrocínios obtidos pela consultoria até agora – Siemens, Instituto Goethe e Federação das Indústrias do Estado do Paraná – se aplicam apenas ao evento de Curitiba.

      O museu de Karlsruhe realiza desde o dia 21 a mostra “Os Trópicos: Baú de Tesouros – Riqueza Efêmera”, comemorando os 100 anos de pesquisa alemã nos trópicos. O evento terá duração de dez meses, e a exposição “Reinhard Maack e os estudos da Mata Atlântica brasileira nos princípios do século XX” está agendada para ficar no museu por 40 dias, entre abril e junho de 2005.

      Mais em Curitiba

      Depois de Karlsruhe, a mostra deve seguir para Bonn, Düsseldorf e Herford, a cidade natal de Maack. “Minha impressão é de que o material de Maack em Curitiba seja muito mais abundante que em Herford”, afirmou Rainer Fabry, do Museu de História Natural de Karlsruhe e coordenador do Projeto Solobioma, uma cooperação com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Proteção Ambiental (SPVS). Outras cidades podem entrar no roteiro. “Temos interesse da região sul da Alemanha também”, diz Fabry.



      MEMÓRIA-Família mudou-se definitivamente para o Brasil em 1934, para evitar a guerra

      Filha tenta conservar legado

      “Ele foi mais brasileiro do que muitos por aí”, diz Úrsula Maack
      Em um dos filmes de Reinhard Maack, uma garotinha brinca com animais em um sítio. “Quando eu era criança, ia com ele porque era necessário”, conta Úrsula Maack Kurowski, filha do geólogo. “Depois que cresci, não havia mais como acompanhá-lo. Ele ficava longe por um tempo, e aprendemos a nos acostumar.” Nascida em 1931, ela conservou o arquivo do pai, composto por álbuns de fotografia e filmes, que agora estão sendo recuperados para a exposição que começa no dia 17.

      “Eu me lembro da mata virgem que encontramos quando nos mudamos de Tibagi para Faxinal, quando eu tinha 3 anos”, conta Úrsula. A família Maack morou na cidade do Vale do Ivaí por dois anos, e em 1934 foi para a Alemanha. Pouco depois, Úrsula e sua mãe retornaram ao Brasil. “Já havia rumores de guerra no ar”, explica. Os Maack se fixaram em Curitiba, onde Úrsula vive até hoje.

      Quem mais acompanhou Reinhard Maack em suas viagens foi o químico Gilberto Kurowski, marido de Úrsula. “Eu trabalhava no Instituto de Biologia e Pesquisa Tecnológica e o professor Maack precisava de um assistente. Nem namorava sua filha ainda”, lembra. Um dos trabalhos em conjunto foi a definição de um trecho da fronteira entre o Paraná e São Paulo. “Um fazendeiro contou que estava pagando impostos para os dois estados”, explica Kurowski, que também estava com Maack no histórico contato com os índios Xetás. A dupla estava em Guaíra quando ouviu caboclos comentando sobre “japoneses” que andavam pelo local. “Maack avisou um professor de Antropologia em Curitiba, que mandou um cinegrafista e um lingüista. Eu fiquei com os índios por um mês – minha mulher é que não gostou muito”, conta.

      Úrsula seguiu os passos do pai e se tornou bióloga. Ela trabalhou com Maack no Instituto de Biologia, organizando as rochas que ele trazia das viagens, e tenta manter viva a herança deixada pelo pesquisador, que hoje dá nome a um bosque de Curitiba. “Na fazenda que meu pai comprou, em Guarapuava, não arrancamos um só pinheiro. E dedicamos três alqueires para a Escola Professor Maack. As pessoas precisam aprender a conservar o meio ambiente”, conta. Úrsula se lembra do pai como um apaixonado: “ele amava o Brasil, amava o Paraná. Tornou-se brasileiro em 1949 – e foi mais brasileiro que muitos por aí.”
      Márcio Antonio Campos
      __________________________


      CRONOLOGIA

      As viagens de Maack
      Reinhard Maack viveu no Brasil por 46 anos, a maior parte deste tempo no Paraná. Desde sua chegada, em 1923, até pouco antes de sua morte, o pesquisador fez várias expedições pelo país.

      * 1923 – Oeste de Minas Gerais – Trabalha como engenheiro de minas para a Companhia de Mineração e Colonização Paranaense.

      * 1926 – Rio Tibagi (PR) – expedição pelo rio a serviço da Companhia de Mineração e Colonização Paranaense.

      * 1927 – Santa Catarina – levantamento de jazidas de carvão e ferro de Criciúma e no pico de Itabira do Campo. Expedição no Rio Itajaí.

      * 1930 – Rio Tibagi – segunda expedição pelo rio para efetuar sua medição e supervisionar a exploração de diamantes no rio.

      * julho a outubro de 1933 – Rio Ivaí – expedição particular pelo rio para estudos e levantamentos cartográficos .

      * 13/julho/1941 – Pico Paraná – O grupo de Maack conquista e batiza o Pico Paraná, o mais alto do Sul do Brasil, com 1.922 metros de altitude.

      * 1961 – Área de mata virgem na Serra dos Dourados entre os rios Ivaí e Piquiri – Maack, seu genro, um especialista em línguas indígenas e um cinegrafista entram em contato com os índios Xetás, desconhecidos até então.

      * setembro de 1965 – Rios Solimões, Negro e Amazonas – Maack viaja em companha de engenheiros do Instituto de Engenharia do Paraná para excursionar pelos rios.

      Fonte: Lobo-Guará

      O encontro com a Dama Branca da Namíbia

      Reinhard Maack também é responsável por uma importante descoberta arqueológica do século 20: a “Dama Branca”, como é chamada uma pintura rupestre encontrada em uma caverna na atual Namíbia, em janeiro de 1918.

      Quando voltava de uma expedição ao cume do monte Brandberg, em pleno deserto da Namíbia, Maack encontrou uma gruta, que hoje leva seu nome. Lá dentro, viu os desenhos de uma figura, pintada de branco e com 40 centímetros de altura, no meio de vários outros personagens. Em suas anotações, afirmou que aquela era a pintura rupestre mais detalhada que ele já havia visto. O nome veio dos estudos feitos por Abbé Henri Breuil, autor da obra mais famosa sobre a pintura, publicada em 1955.

      Outra grande colaboração científica de Maack foi a comprovação da Teoria Gondwânica, formulada na década de 10 por seu mestre Alfred Wegener. A geóloga Renata Moro, professora dos cursos de Engenharia Ambiental e Civil da Pontifícia Universidade Católica, explica que Gondwana foi o nome dado ao grande continente que unia América do Sul, África, Antártida, Austrália e Índia. “Já se suspeitava que teria havido uma ligação entre a África e a América do Sul por causa do desenho das costas”, conta. A teoria foi comprovada quando foram encontrados fósseis de plantas e camadas de rocha – alguns descobertos por Maack em uma expedição à África do Sul – iguais nos dois continentes.
      Angehängte Dateien
      Mit besten Grüssen

      Kippe

    Unconfigured Ad Widget

    Einklappen

    Brasilien Forum Statistiken

    Einklappen


    Hallo Gast,
    Du hast Fragen?
    Wir haben die Antworten!
    >> Registrieren <<
    und mitmachen.

    Themen: 24.703  
    Beiträge: 183.633  
    Mitglieder: 12.490  
    Aktive Mitglieder: 34
    Willkommen an unser neuestes Mitglied, Bonanza.

    P.S.: Für angemeldete Mitglieder ist das Forum Werbefrei!

    Online-Benutzer

    Einklappen

    354 Benutzer sind jetzt online. Registrierte Benutzer: 1, Gäste: 353.

    Mit 2.135 Benutzern waren am 16.01.2016 um 01:30 die meisten Benutzer gleichzeitig online.

    nach Oben
    Lädt...
    X